terça-feira, 22 de maio de 2018




Semana PEDUCA
recomendações _ ilações

            pp
            Nas crónicas "Semana PEDUCA (*1) – debate de Projetos de Reabilitação Urbana, em Aveiro" – destaquei o bom, o mau e as omissões que neles encontrei, e disso tirei Conclusões. Atrevo-me, agora, a algumas Recomendações que resultam de "ilações" óbvias ou possíveis (*2).


1.
A iniciativa PEDUCA teve e tem aspetos positivos que merecem ser potenciados e a isso voltarei numa outra oportunidade, com mais tempo e espaço.

No entanto adianto desde já, que vale a pena reforçar o bom desempenho da equipa técnica da autarquia que acompanhou as Sessões PEDUCA; suponho que se justificaria juntar-lhe um técnico de Planeamento e tornar mais "pedagógico" quer o debate, quer sobretudo a apresentação das ideias e propostas.
Para além disso, parece-me que seria de levar um pouco mais longe a boa e muito útil participação do Presidente da Câmara nas referidas Sessões, já agora com mais informação de enquadramento e, principalmente, de futuro(s).

Dado que nem a Sociedade, nem o Executivo são monopartidários; tendo em conta que o Planeamento não é "ciência exata" e que o exercício da Participação Pública visa, nestes casos, consensualizar processos e resultados, não seria de envolver a Oposição nas referidas Sessões (*3), obviamente reservando a síntese deliberativa para quem alcançou essa prerrogativa?

Talvez isto nos singularizasse na bondade do exercício de alguns "poderes", o que era bom e útil.

2.
Era bom, também, que as entidades públicas envolvidas (*4) nos PEDUCA explicassem devagar e direitinho , qual a avaliação que fizeram e que fazem da oportunidade, qualidade técnica, utilidade económica, sociocultural e urbanística, do processo e dos projetos em causa.

Era bom, também, que explicassem quem, como e quando recolhe e aproveita os resultados da obrigatoriedade legal de divulgação e debate de tais trabalhos.

            É que são recentes, ainda, os "disparates e desmandos" acontecidos por aqui, a coberto de programas deste tipo, coisas que – sem a "mea culpa" de ninguém –, todos pagamos e todos sofremos,… provavelmente à espera de mais um lapso (mais ou menos) coletivo de memória.

3.
Era bom que existisse e conhecêssemos uma aposta de desenvolvimento para a "cidade alargada", explicitando os modelos de referência (*5), os instrumentos de intervenção adequados e o programa de execução partilhado pelos atores relevantes (ao menos) para as circunstâncias e casos ancora.

Depois, era bom que a Câmara tivesse, de facto, uma "estratégia para a cidade", e não se limitasse, por isso, a arrebanhar uns "fundos" para os arremessar, sobre o território e as pessoas, na esperança de que acertem, ou nalgum problema e o resolvam, ou nalgum cidadão e o toldem.

            São coisas do passado e má memória. Dispenso-me de as listar: diminuem-nos a todos "nós" e não só a "eles", porque "eles" - os da Junta, da Câmara, dos Partidos e de Tudo o Mais -, são, como nós, parte desta Comunidade que só crescerá com o crescimento de cada um dos seus membros.

4.
Era bom que a Câmara desse a conhecer o "objeto" do(s) Projeto(s) e sua razão de ser, bem como o "critério de escolha" das equipas que os desenvolvem.

Era bom, também, que os partidos explicitassem, quer as "razões do apoio", quer as "razões da contestação", incluindo os aprofundamentos ou as alternativas que consideram impor-se.
Nisto incluem-se todos – menos as "claques", obviamente –, sendo que nós, os "cívicos", também temos muito que aprender.

            Isto, sim, ajudaria à transparência e ao envolvimento capacitado dos Cidadãos (*6). Cidadãos que exigem (a si mesmos) organizar-se (*7), exigindo depois conhecer o "objeto" da sua participação – a visão do fazedor e dos seus desafiantes –, tudo refletindo com quem sabe ou com quem o sente na pele, para depois, então sim, ajuizar e dizer o dito que importa.

5.
Nisso, na "capacitação dos cidadãos para a participação em políticas e projetos públicos", era bom termos connosco a Universidade com a investigação, as referências, os modelos e, sobretudo, a avaliação prospetiva do processo de construção da Cidade, coisa que infelizmente não tem acontecido, com prejuízo para todos (incluindo para a própria; digo eu).

            É que, ao invés, já tivemos, como se sabe, casos de "transferência de conhecimento em projetos urbanos" que, quando intermediados por terceiros, nem sempre foram bondosos ou incontroversos, sendo que para além disso, a "capacitação dos cidadãos" e a "constituição da massa crítica" necessária à otimização dos "processos de decisão em politicas públicas" até talvez sejam desígnios das Universidades.

(*1)
http://www.cm-aveiro.pt/www/templates/tabtemplate.aspx?id_class=3509&TM=2408S2591S3436S3509&SelectedTab=46402
(*2),
Deixando para outra oportunidade sugestões desenhadas.
(*3),
Para apresentar Propostas Alternativas consistentes e esquiveis
 (*4),
CCDR.C; Diretora Programa PEDUCA; CMA; UA; (…)
(*5),
A Cidade Clássica (consolidada), ao centro; a Cidade Jardim, a nascente e a Cidade Lacustre a poente. Aveiro uma Cidade de Bairros e Unidades de Vizinhança. Aveiro Educada & Saudável; Economicamente Amigável & Socioculturalmente Feliz
(*6),
Envolvimento geral e específico (singularidade da comunidades ou d'alguns dos seus membros
(*7),
Preferencialmente: unidade de vizinhança ou escola, associação e a empresa, p.e.

Pompílio Souto | 34_semPED con1[26abr18] http://pompiliosouto.blogspot.pt/

terça-feira, 8 de maio de 2018






Semana PEDUCA
conclusões  [blg]

            pp
            Nas crónicas "Semana PEDUCA (*1) – debate de Projetos de Reabilitação Urbana, em Aveiro" – indiquei o essencial de cada Projeto, destacando o bom e o mau que neles encontrei e as omissões que considerei pertinentes.
            Agora faço um resumo disso e da postura e desempenho dos envolvidos; oportunamente atrever-me-ei a algumas propostas.

pp1.

Na Semana PEDUCA – conforme se sistematiza no Quadro 1, abaixo –, foram apresentados 14 Projetos, sendo 3 de Iniciativa Privada, 5 da Câmara, 4 de Cidadãos e 2 de Moradores.

Os 5 da CMA são "projetos urbanos" e, pelos visto,
1, interessa muito Moradores [Esgueira];
1, mobiliza muito Cidadãos, Cidadãos-Especialistas e Partidos [Avenida];
1, interessa muito Cidadãos-Especialistas [Rua da Pega] e
1, interessa muito Cidadãos Ciclo-Motivados [Ciclovia],
sendo que o Parque Intermodal parece não interessar a (quase) ninguém [?].

Quanto aos 3 projetos de Privados,
2, são Equipamentos "pesados" importantes e necessários [Central Transportes e Hospital] e
1, é de Serviços [Hotelaria], interessante.

Os 6 de Cidadãos e Moradores são sobretudo "ideias" para "intervenções urbanas", apenas 1 incluindo "programação imaterial" [Santiago].

Desses 6, 1 é, de facto, uma proposta de uma "unidade de vizinhança" [Rua Verde]; os outros são "ideias (algo) interessantes de pessoas singulares" que, em 2 casos nem apareceram para os apresentar e debater.


1.
Os Projetos PEDUCA tiveram méritos.
-           O de termos os Cidadãos exprimindo desejos e olhando a Cidade à procura de onde os pousar.
            O de ver, depois, tais desejos transformados em propostas e projetos, ainda por cima titulados por vizinhos.
-           O de termos a Câmara no terreno, com os cidadãos testando conteúdos e soluções.
-           O de termos ficados mais ricos no saber com os olhares e as razões doutros, por vezes em disputa.
A bondade geral de tudo isto, que saudamos, é um benefício principalmente para a Cidade.

2.
Tais Projetos e o processo que suscitaram evidenciam erros inaceitáveis.
-           A absoluta – e assumida – ausência de dimensão estratégica dos Projetos e de qualquer relação deles com os processos de planeamento e de construção da Cidade.
            As enormes insuficiências e (alguns) erros dos Programas e Projetos apresentados.
-           A pouca competência da maioria das Equipas Técnicas e, nesses casos, a falta de ética e decoro que isso revela.
-           A ligeireza, ainda que abnegada mas individualista, de algumas ideias dos Cidadãos.

Foram e são, incompetências, ameaças e inconsequências que temos para resolver.

3.
A cada um de nós Cidadãos cabe não transferir para outrem o inerente à Cidadania, desde logo, a participação cívica esclarecida no processo de construção da Cidade.

Aos Partidos cabe, bem mais, do que atacar ou defender. Cabe-lhes a visão global e o detalhe justificados e bem esclarecidos. É que todos somos novatos nisto e hoje é fácil o deslumbramento de circunstância.

À Autarquia cabe deixar-se escrutinar e ter gosto e proveito nisso. Cabe-lhe, com os partidos e outros, exercer o poder pertinente, compreensivo e qualificado. Qualificado, não por "silêncios institucionais", mas pelos resultados que a avaliação politica e científica discutirão validando-os, ou não.

É que, para além do mais, com a execução disto a Câmara prevê gastar entre 14 a 27 milhões de euros. É muito.

A todos cabe não esquecer o bom e mau desta iniciativa e seus Projetos, mas não esquecer, também, os outros que se identificaram a propósito deles.
Em conjunto é muito aquilo de que precisamos para melhorar a nossa vida coletiva.

Era bom termos nisto, connosco Cidadãos, a Universidade. A investigação, as referências, os modelos e a avaliação prospetiva do processo de construção coletiva da cidade, dificilmente serão bem-feitos por outrem, ao contrário de algumas intervenções e projetos específicos.


(*1)
http://www.cm-aveiro.pt/www/templates/tabtemplate.aspx?id_class=3509&TM=2408S2591S3436S3509&SelectedTab=46402

Pompílio Souto | 33_semPED con1[23abr18]Blb           http://pompiliosouto.blogspot.pt/

terça-feira, 1 de maio de 2018




Semana PEDUCA
Viva a Cidade _ Centro Histórico de Esgueira

            pp
            Esta sessão Viva a Cidade, da Semana PEDUCA (*1), fez-se em Esgueira, com muitos residentes a participarem, ativamente, no debate do Projeto.


1.
Todos estão de acordo quanto à importância da Reabilitação do Centro Histórico de Esgueira. Todos reconhecem que o tecido urbano tem elementos importantes a preservar e que a malha urbana não responde ao que se lhe pede, hoje. Todos reconhecem que o trânsito não é suportável, muito menos o de atravessamento. Mas nem todos se conformam com isso, e… começa-se a "inventar".
É o habitual.

Não se fez a contextualização devida (*2); não se identificou a inter-relação significante entre malha e tecido e a indispensabilidade da sua valorização; não se enunciou uma estratégia de intervenção a partir da identificação do bom a salvar e promover e do mau a minimizar e reverter.
Pior: – Deixaram-se os dilemas para os moradores, sem sinalizar quais os aparentes e os reais; qual o tipo de interdependência e hierarquização das respostas necessárias, dos modelos possíveis e das respetivas implicações.

Centrou-se (quase) tudo na "repartição (não justificada) do plano de chão" pelos diferentes utilizadores.
É, meus caros, mais uma equipa de projeto que não parece capaz de responder aquilo de que Esgueira precisa.

2.
Grande parte da "despesa" da apresentação e debate fê-la o Presidente da Câmara, tendo sido, também ele que alvitrou como resolver o problema do trânsito & estacionamento do Centro: criando "bolsas" e "grande parque" de estacionamento, a sul… Coisa que tem de aguardar pela ligação de Esgueira à Forca.

É da intervenção num Centro Histórico que estamos a falar.
Há histórico de crimes e sucessos e ilações consensuais a ter em conta; há competências e formações especializadas para o efeito; processos e procedimento abundantemente testados e documentados a considerar.
Como é que há, ainda hoje, quem dispense tudo isso?

3.
É chocante a ligeireza com que se encaram projetos destes e mais ainda o modo como insuficiências várias comprometem o envolvimento das pessoas na construção de soluções compreensivas e sustentáveis, coisa também importante, mesmo para quem tal envolvimento seja irrelevante, dado que isso compromete o aproveitamento de recursos, quer físicos e culturais – o património, quer financeiros.

Sei que algumas destas pechas não são específicas, nem do Projeto de Esgueira, nem dos PEDUCA.
Mas isso não me descansa: - Frustra-me, até, meu Caro Presidente, dado reconhecer-lhe uma "capacidade de fazer" que merecia melhor proveito para todos nós.

nota
Concluído o trabalho sobre as Sessões PEDUCA apresentarei Conclusões, atrevendo-me, de seguida, a algumas Propostas. Fiquem por aí.


 (*1)              debate de Projetos de Reabilitação Urbana, em Aveiro
                        http://www.cm-aveiro.pt/www/templates/tabtemplate.aspx?id_class=3509&TM=2408S2591S3436S3509&SelectedTab=46402
(*2)               também, de anteriores Projetos e Obras da CMA


Pompílio Souto | 32_semPED chE [15abr18]  http://pompiliosouto.blogspot.pt/

sexta-feira, 27 de abril de 2018




Semana PEDUCA
Viva a Cidade _ Ligação Ciclável Estação da CP-UA

            pp
            A sessão Viva a Cidade, da Semana PEDUCA (*1), fez-se na Universidade de Aveiro, sendo apresentada a Ligação Ciclável Estação da CP - UA".


1.
            A Universidade é muito importante para Aveiro. As Reitorias têm sido medalhadas pela Autarquia e, mais importante, sempre muito respeitadas pelos Cidadãos.
            As relações da Academia com os Cidadãos são boas e profícuas, com vantagem para estes, salvo se forem "praxes e festas associadas" ou "participações mais técnicas do que científicas" em projetos urbanos de fácil escrutínio público.
            A existência e funcionamento do Campus aproveitam à Cidade, mas exigem-lhe muito e, por vezes demais, por insuficiência de ponderação estratégica.
                       
            Centrando-nos no objeto desta crónica – "mobilidade ciclável" e "projetos urbanos", nos quais a CMA envolve a UA –, sabe-se do "conhecimento" existente na UA, mas sublinham-se, também, a controvérsia e contestação de desempenhos e resultados: vejam-se o PCI (*2), Parque da Sustentabilidade e PEDUCA, p.e
            A "mobilidade" – como tema de investigação e intervenção da Universidade, em Aveiro – aparenta não vir resolver o essencial dos problemas associados ao acesso e parqueamento de milhares de carros e autocarros que a UA traz diariamente à cidade.
                       
            Ou seja, quando a CMA e UA se juntam em "projetos de investigação aplicada", parece haver alguma (pontual?) falta de apreço da Autarquia pelo trabalho produzido (*3), ou uma (óbvia) falta de congruência operativa entre elas, como é o caso desta "Ligação Ciclável".

2.
Na apresentação da Ligação Ciclável CP – UA o Presidente da Câmara informou estarem previstos três trajetos: um pela Av. ª Lourenço Peixinho; outro pela Av.ª S.ta Joana e o terceiro Junto à Linha dos CF.
Este último – que é o prioritário para a CMA – e que é objeto de trabalho de uma (pouco competente) Empresa por ela contratada, é aquele que os presentes, na apresentação – Núcleo da Bicicleta da AAUAV, Ciclaveiro e Outros – consideram menos urgente e adequado, enfermando até, de graves omissões e erros devidamente identificados.

3.
Dada a relativização que a Câmara faz desta argumentação e dada a aparente passividade institucional da UA perante isso, teme-se que não seja reconhecido por quem decide "a enorme importância e pertinência das críticas formuladas" e sublinha-se que seria inaceitável "que não se agisse em conformidade".

Repensar a estratégia de intervenção, a prioridade enunciada e desenhar bem o necessário (*4) – envolvendo quem objetivamente mais sabe sobre o assunto (*5) – é, meus caros, imprescindível ao bom nome dos envolvidos, ao bom governo da cidade e à sua qualidade de vida.


(*1)               debate de Projetos de Reabilitação Urbana, em Aveiro
                        http://www.cm-aveiro.pt/www/templates/tabtemplate.aspx?id_class=3509&TM=2408S2591S3436S3509&SelectedTab=46402
(*2)               Parque de Ciência e Inovação
(*3)               O abandono do Projeto da Av.ª Lourenço Peixinho, feito pela UA, p.e
(*4)               Que é, sublinhe-se, muito mais do que a Ciclovia
(*5)               Que, neste caso é a UA, mas também, a Ciclaveiro, p.e

Pompílio Souto | 31_semPED LCi [15abr18]   http://pompiliosouto.blogspot.pt/

quarta-feira, 25 de abril de 2018




Semana PEDUCA
Viva a Cidade _ Rua Verde

            pp
            Nesta sessão Viva a Cidade da Semana PEDUCA (*1), apresentou-se, o "Projeto Rua Verde" - proposta de cidadãos.

            "só nos desenvolvemos quando conversamos uns com os outros" (…)
.           Esta é a razão maior desta iniciativa, que deu no Projeto que será, do ponto de vista cívico e sociocultura, o mais interessante dos que vi apresentados por Cidadãos na Semana PEDUCA.

Em termos urbanísticos o que se propõe é oportuno, faz sentido e é, tecnicamente sustentável. Espero que com a liderança – competente e meiga – da Sãozinha e da Júlia (que me perdoarão a familiaridade do trato); com o continuado envolvimento dos moradores; com o empenho da autarquia e o incentivo de todos nós, a obra se faça e a iniciativa cresça.

1.
Os da Rua Cândido dos Reis, que liga a Estação dos CF ao Quartel, organizaram-se, discutiram e identificaram coisas que poderiam ajudar a "pintar de verde o espaço onde vivem".
– Isto porque "o verde é esperança e vida e sustentabilidade". Isto porque, tais coisas transformariam num gosto e benefício o encontro entre pessoas "que, assim, partilhariam as coisas boas é más do dia-a-dia, como fazem os vizinhos", dizem.

Limpar e arrumar o espaço público: dar mais passeio ao caminho de tudo, mas sobretudo do estar & devaneio, que faz uma boa parte das nossas vidas.
Claro que também é preciso, p.e melhorar a recolha de lixos e acabar com os "ex-Caima", parados, motores em marcha, dormindo (o sono dos in-justos) enquanto poluem e infernizam a vida que aqui se faz.

Aproveitar um "vazio municipal" [não para tomar o poder, q'uesse t'á na mão de quem ganhou as eleições e por isso tem direito (não "divino", Sr. Presidente) a "exercê-lo governando e (sobretudo) fazendo", tal como não se cansa de avisar o Eng. Ribau Esteves]; aproveitar o "vazio municipal urbano" dizia eu, para que aí se constituísse um "espaço de estar e interagir". Boa!
Mais coisa menos coisa, parece ter-se concluído que sim: - Parabéns aos envolvidos (Moradores; Autarquia e nós, s.f.f).

2.
A Rua Cândido dos Reis tem dois troços distintos: um próximo da Estação da CP e outro desde o cruzamento com a Rua de Viseu até ao Quartel.
.           Ora, no projeto da Câmara em execução para o primeiro, é imperioso que se obviem os "desertos de afeto e lugar" típicos das vizinhanças de Estações de CF, ganhando os moradores para isso e começando, desde logo, por enxotasse os "ex-Caima" infernizantes.
.           Quanto ao segundo, para onde se pede a "praceta do estar dos vizinhos", que tem desenho pacífico, talvez fosse de ir mais longe, até à Viela do Canto e daí à Av.ª da Força Aérea, nas Barrocas onde um mau Plano gerou problemas graves, nomeadamente de estacionamento.
            É que assim fazendo, ao atravessar o quarteirão, talvez se descobrissem as frentes ativas e os lugares de estar e de estacionar, que por aí fazem imensa falta.

Seria "uma lança em áfrica" com imprevistas vantagens nas Barrocas e Aveiro, claro.
– 'bora?


(*1)               debate de Projetos de Reabilitação Urbana, em Aveiro
                        http://www.cm-aveiro.pt/www/templates/tabtemplate.aspx?id_class=3509&TM=2408S2591S3436S3509&SelectedTab=46402

Pompílio Souto | 30_semPED rVe [14abr18]   http://pompiliosouto.blogspot.pt/

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segunda-feira, 23 de abril de 2018




Semana PEDUCA
Viva a Cidade _ Projetos Canal de S. Roque

            pp
            Nesta sessão Viva a Cidade, da Semana PEDUCA (*1), apresentaram-se, o "Projeto Canal de S. Roque" e "Parque Canino" - propostas dos cidadãos.

A Sessão decorreu no Centro Comunitário da Vera Cruz, na Sala de Estar, entre idosos, dos quais conheço os "Cagaréus" (que muito prezo) e quem dirigi a instituição (nomeadamente) a Isménia Franco, sempre amiga, solícita e atenta, como se verá.

1.
Mais uma vez ideias generosas. Mais uma vez voluntarismos tecnicamente pouco escrutinados. Mais uma vez coisas, na cidade, que não lembram ao diabo.
Reconheço boas vontades e um ambiente que é bem-vindo, num local cheio de "memórias". Ora, são sobretudo estas, quem as tem e o respeito que lhes é devido, que me "obrigam" a não "assobiar p'ro" lado, e ser "simpático".

2.
Propõe-se (i) uma "espécie de memorial" das vidas do Bairro da Beira-mar, "ligando-o às Marinhas" e assumindo isso em meia dúzia de Cartazes uma "nova Centralidade". Propõe-se, também, (ii) um "parque de exercício físico para cães" com o esquipamento adequado e o mais necessário.
Tudo a construir na faixa entre o Canal e a A25, num troço com 30 metros de largura, a norte da (nova) Ponte do Lar.
                21.
            Sobre os "projetos" contenho-me: o Parque Canino é o que é e foram adiantados contributos; quanto ao "memorial": o objeto e o objetivo mereciam mais, muito mais.
                22.
           Uma "nova centralidade" urbana não se faz com meia dúzia (ou mesmo duas dúzias) de cartazes. A relação, que se descreve, do Bairro com as Marinhas… só se for por um canudo – um periscópio, p.e – p'ra olhar por cima da A25 e Viaduto do Caminho-de-ferro (CF).
            Ora, se o que se pretende é celebrar o Bairro, os Cagaréus e a relação deles com o "salgado" (Estrela Esteves ipse dixit), o que é indispensável é mesmo estudar a coisa (como sabem ser habitual em propostas deste tipo, n'é?)

3.
Há um "engulho" na sala e um "mostro" mesmo ao lado, e ninguém vê. Nem vê nem viu, pelo menos por duas vezes:
.           Primeiro, quando decidiram que o IP5 "faria o limite poente da cidade" e,
.           Depois, quando na berma dessa autoestrada, se construiu um (útil) Parque de Estacionamento com a falaciosa imagem de uma "moderna área de estar e cultura física" na poluída faixa marginante do IP5-A25 e CF – o "monstro".
Quanto ao "engulho", desfê-lo a Isménia: " – Desculpem, mas p'ra ali, pr'ro sítio do Parque Canino, é para onde, nos dias de bom tempo, nós levamos os idosos e a Escola Profissional os alunos…"

Pois.
Será que, desta vez, dá p'ra ver o "monstro"? E com os "projetos" e mais o "estar e cultura física" que já lá estão, que fazemos?
Entretanto, quanto à relação entre a "Cidade Clássica-Consolidada" e a "Cidade Lacustre" (Zona Industria Desativada – que carece de Reabilitação planeada), não tenho dúvidas: – Todos vamos fazer o que é devido!


(*1)               debate de Projetos de Reabilitação Urbana, em Aveiro
                        http://www.cm-aveiro.pt/www/templates/tabtemplate.aspx?id_class=3509&TM=2408S2591S3436S3509&SelectedTab=46402

Pompílio Souto | 28_semPED bLi [10abr18]    http://pompiliosouto.blogspot.pt/


quinta-feira, 19 de abril de 2018




Semana PEDUCA
Viva a Cidade _ Projetos Bairro do Liceu

            pp
            Estes Projetos Viva a Cidade (*0), apresentados na Semana PEDUCA (*1), incluem: uma Mini Biblioteca e um Parque Infantil da Bicicleta, que são propostas dos cidadãos.

1.
As ideias que os projetos pretendem materializar são interessantes e bem-vindas, mas o resto é um desastre.
                11.
            Os projetos são para o Bairro do Liceu, mas os proponentes não são de lá nem sequer o conhece bem. Quem os propôs não apareceu para os apresentar. A assessoria técnica autárquica não foi boa desta vez, sendo má (sobretudo) na justificação da sua localização e razoabilidade.
                12.
            A Mini Biblioteca é do tipo "quiosque com serviço de levar & trazer", como a de Santiago. O Parque Infantil da Bicicleta é, de facto, uma escola de condução de bicicletas para crianças. O local previsto para estes equipamentos é o extremo nascente do Bairro do Liceu, próximo do caminho-de-ferro.
                13.
            Livros, bicicletas e espaços urbanos "desocupados" dão sempre jeito: servem para justificar o que se diga que promove o seu uso, p.e. "Cai bem", é verdade, mas cuidado com o "refluxo".
            E não, meus caros. Os projetos também não servem, nem chegam, para se constituir o que supostamente justificaria a coisa: uma Nova Centralidade" ("minha nossa… Nem parece vosso").

2.
No Bairro do Liceu identificam-se três fases, diversas nos modelos urbanos e arquitetónicos, no tipo de pessoas que os habitam e usam e, também, nas vantagens e problemas que as caraterizam.
                21.
            Cingindo-me à especificidade dos projetos, sua localização e destinatários, considero que, são "ideias" interessantes, para um "sítio" inapropriado, longe do dia-a-dia do respetivo público-alvo.
            Por outro lado, no Bairro, existem problemas carecidos de resolução urgente, para o que a Mini Biblioteca e as vantagens existentes, poderiam ser contributos importantes.
            Neste quadro seria incompreensível executar os Projetos em causa, só porque sim e não estudar o que agora se sugere, só porque não.
                22.
            Entre as duas Escolas - escondida pelas empenas (cegas) do Hotel Afonso V e (míopes) das Torres Vermelhas (*3), num Jardim cheio de esconsos - existe aquilo a que os alunos chamam "red zone". É, de facto, um espaço a precisar de ser "limpo, visível e utilizado por vários segmentos etários".

3.
A Mini Biblioteca – alimentada e gerida pelas das Escolas – vocacionado para alunos e residentes (maioritariamente cultos e com algum tempo livre, como é o caso); montada num espaço reabilitado (em parceria com os titulares dos estacionamentos em cave que existam), daria mais trabalho, talvez custasse algo mais mas,… o resto, eram só coisas boas (não eram?)

(*0)
(*1)
debate de Projetos de Reabilitação Urbana, em Aveiro
http://www.cm-aveiro.pt/www/templates/tabtemplate.aspx?id_class=3509&TM=2408S2591S3436S3509&SelectedTab=46402
(*3),
Anos 70 - Arq.tos Carlos Loureiro e Luis Pádua Ramos)

Pompílio Souto | 28_semPED bLi [10abr18]