quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Projectos no Sítio das Pedras Parideiras

CV
atelier Pompílio Souto, L.da
Ficha de Projecto

Referência e Designação
P7-29a2
Projectos no Sítio das Pedras Parideiras
(i) PG/U Projecto Geral Urbano Sítio das Pedras Parideiras
(ii) PG/E Projecto Geral Edificações Sítio das Pedras Parideiras

ii1. Centro de Interpretação Ambiental [cIA]


Infra-estrutura de Informação e Interpretação
A intervenção no Sítio das Pedras Parideiras – Geossítio do Geoparque de Arouca (*1) – inclui (i) a Recuperação, Ampliação e Valorização da Mostra existente (a céu-aberto) e (ii) a Construção do Miradouro e Mercado de Levante de Castanheira.
Tal intervenção é tratada em dois Projectos complementares:
. o PG/U, Projecto Geral Urbano – com a dimensão urbanística da proposta e a sua articulação com a "Estratégica de Intervenção na Serra" (da Freita) (**);
. o PG/E, Projecto Geral de Edificações – com a dimensão arquitectónica da proposta, o desenho (base) dos seus conteúdo e a sua articulação com os demais na Serra, na Rede de Geoparques e no Planeta.
(*1), http://www.geoparquearouca.com
(**), o "Plano e Programa de Intervenção na Serra da Freita" (...) que se assume como oportunidade e sede de valorização da Serra, da Floresta e, também, do modo de Vida Serrano".
São esses os Projectos que seguem.

PG/U
Projecto Geral Urbano Sítio das Pedras Parideiras

Autoria e Conteúdo
. Autor: Pompílio Souto // co-autor; Carlos Santos
. Projecto de Intervenção Urbanística, com dimensão estratégica
. Reabilita e Requalifica os Acessos e a Evolvente do Geossítio das Pedras Parideiras, na Serra da Freita _ Castanheira; Albergaria da Serra, Arouca.
Requalifica a "Mostra a Céu-aberto" do Geossítio e estabelece novos "Pontos de Observação" – sobre a mostra – e "Estações de Vista" – para observar outros "Geossítios".
Cria o Miradouro e Mercado de Levante de Castanheira.


. Objectivos (...) "criar uma Infra-estrutura de Informação e Interpretação do Fenómeno Geológico das Pedras Parideiras" e "requalificar a envolvente da mostra existente do fenómeno" contribuindo, também, para "a melhoria da qualidade de vida em Castanheira";
Ou seja com isso, pretende-se
i0 promover o estudo, o conhecimento e a divulgação do (referido) fenómeno geológico, em articulação com outros territorialmente próximos ou tematicamente afins,
Visando, também,
i1 estabelecer, no sítio um referente e magnete urbano não local que suscitem a atractividade do lugar, bem como os modos e os meios de dinamizar as (pequenas) economias domésticas do lugar,
i2 criar em Castanheira um (novo) espaço de interacção social aberto a forasteiros, e incrementar a auto-estima das gentes locais,
O que pode, de facto, contribuir para a melhoria da qualidade de vida em Castanheira e Serra da Freita.


Disciplinas e Parcerias
Desenho Urbano; Arquitectura Urbana; Engenharia(s)
Parcerias Científicas de Projecto:
. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro [UTAD],
Departamento Geologia
. Divisão de Planeamento da Câmara Municipal de Arouca [DP-CMA]
. Associação Geoparque de Arouca
Dono de Obra e Local
. Câmara Municipal de Arouca // Castanheira; Arouca
Área de Intervenção (ai); Área de Implantação (ai); Área de Construção (ac)
. 0,3ha . .
Valor da Obra (vo)
. € 105 000, (+ IVA)
Estado do Projecto & Obra
. Projecto; Aprovado // Projecto de Execução; Entregue e candidatado a apoios

Planta de Síntese da Intervenção

Planta de Síntese

Espaço Público e Materiais de Acabamento; Extracto

Perfil Transversal 1 _ zona de ligação das áreas expositivas
Perfil Transversal 2 _ arruamento

PG/E
Projecto Geral Edificações Sítio das Pedras Parideiras
ii1.
Centro de Interpretação Ambiental [cIA] _ "Pedras Parideiras"
Infra-estrutura de Informação e Interpretação

Autoria e Conteúdo
. Autor: Pompílio Souto// co-autor; Gil Moreira
. Projecto de Arquitectura, Especialidades e Desenho de Conteúdos.
. Reabilitar um "Curral";
Criar os Espaços e as Infra-estruturas de serviço que seguem:
[na Edificação] (piso 1), "Recepção", Instalações Sanitárias, "Exposição"; (piso 2), Bar e Posto de Venda";
[no Logradouro] (piso 1), "nova "Mostra (Lúdica e Interactiva, Coberta"; (piso 2), "Largo" (na "plataforma & cobertura da nova Mostra"), Cobertura (em "tela Tensa")

Conceito (base):
(...) "singularizar" a mais modesta das "construções locais" e nela estabelecer o novo equipamento: o Centro de Interpretação Ambiental; criar uma "nova mostra coberta" do fenómeno e (sobre ela) estabelecer um (novo) "espaço de interacção social" na Freguesia (um "Largo"); referenciar isso no sítio e na serra, com um elemento singular (uma "tela tensa", berrante)


Disciplinas e Parcerias
Arquitectura; Engenharia(s) e... Outras
Parcerias Científicas de Projecto:
. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro [UTAD],
Departamento Geologia
. Divisão de Planeamento da Câmara Municipal de Arouca [DP-CMA]
. Associação Geoparque de Arouca
Dono de Obra e Local
. Câmara Municipal de Arouca // Castanheira; Arouca
Área de Intervenção (ai); Área de Implantação (ai); Área de Construção (ac)
. 350,mq . .
Valor da Obra (vo)
. € 180 000, (+ IVA) [s/ conteúdos]
Estado do Projecto & Obra
. Projecto; Aprovado // Projecto de Execução; Entregue e candidatado a apoios
Planta do Piso 0

Planta do Piso 1
Corte Transversal

Alçado

Projectos no Sítio dos Viveiros da Granja

CV
atelier Pompílio Souto, L.da
Ficha de Projecto

Referência e Designação
P7-29a1
Projectos no Sítio dos Viveiros da Granja
(i) PG/U Projecto Geral Urbano Sítio dos Viveiros da Granja
(ii) PG/E Projecto Geral Edificações Sítio dos Viveiros da Granja
ii1. Centro de Interpretação Ambiental [cIA]
Infra-estrutura de Informação e Interpretação
ii2. Gestão, Alojamentos e Apoio

-
Projectos esses que seguem.

PG/U
Projecto Geral Urbano Sítio dos Viveiros da Granja



Autoria e Conteúdo
. Autor: Pompílio Souto // co-autor; Carlos Santos
. Projecto de Intervenção Urbanística _ Sustentável e Amiga do Ambiente.
. Reabilita os Viveiros; Cria os Espaços e as Infra-estruturas de serviço ao que segue: (i) "Viveiros", (ii) "Mata de Recreio e Fogo de Conselho", "Parque de Merendas", (iii) "Infra-estrutura de Informação e Interpretação _ cIA", (iv) Edificações de Gestão, Alojamento e Apoio a Parque de Merendas".
. Viveiros c/ Produção Certificada; Soluções Urbanísticas e Materiais "amigos do ambiente"; Soluções Energéticas: "Renováveis" (Aerogeradores).


Disciplinas e Parcerias
Planeamento; Desenho Urbano; Arquitectura Urbana; Engenharia(s)
Parcerias Científicas de Projecto:
. Universidade de Aveiro [UA],
Departamento de Ambiente e Ordenamento; Departamento de Química; Departamento de Biologia;
. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro [UTAD],
Departamento Florestal;
. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro [UTAD],
Departamento Geologia
. Direcção Geral dos Recursos Florestais, [Autoridade Florestal Nacional],
. Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade [ICN.B],
. Divisão de Planeamento da Câmara Municipal de Arouca [DP-CMA]
. Associação Geoparque de Arouca


Dono de Obra e Local
. Câmara Municipal de Arouca // Moldes; Arouca
Área de Intervenção (ai); Área de Implantação (ai); Área de Construção (ac)
. 33 200,mq . .
Valor da Obra (vo)
. € 450 000, (+ IVA)
Estado do Projecto & Obra
. Projecto; Aprovado // Projecto de Execução; Entregue e candidatado a apoios


Planta de Síntese

PG/E
Projecto Geral Edificações Sítio dos Viveiros da Granja
ii1. Centro de Interpretação Ambiental [cIA]
Infra-estrutura de Informação e Interpretação
ii2. Gestão, Alojamentos e Apoio
ii1.
Centro de Interpretação Ambiental [cIA] _ "Floresta da Freita"
Infra-estrutura de Informação e Interpretação


Autoria e Conteúdo
. Autor: Pompílio Souto// co-autor; Gil Moreira
. Projecto de Arquitectura, Especialidades e Desenho de Conteúdos.
. Cria os Espaços e as Infra-estruturas de serviço ao que segue: (i) "Exposição Lúdica e Interactiva", (ii) "Recepção, Reuniões, Serviços e Auditório", "Sanitários", "Bar"; (iii) "Investigação Aplicada".


Conceito (base): "uma Árvore Viva"
(...) assente num "sítio" (geologicamente especifico) uma "árvore" (desta floresta), vive-se por dentro, a vida das raízes, do caule, das folhas, flores e frutos: observando-as, a partir de elevadores (panorâmicos); mexendo-lhes, nos patamares interiores e, a partir de "ninhos", sentindo-as (de dia e de noite) a interagirem com as da envolvente


Fazer disso – do Centro de Interpretação Ambiental: "Floresta da Freita" – (i) a "Porta" do Geoparque de Arouca, nela integrando (ii) a "Unidade de Investigação Aplicada: Serra da Freita";
Utilizar esse referente, equipamento e infra-estrutura (articulado com o mais que se prevê para o sítio) e estabelecer, nos alojamentos para aí previstos, (iii) a "Colónia de Férias", (*1), ou, quando não, o "Alojamento em Espaço Rural": "Casas da Granja". (ver "ii2. Gestão, Alojamentos e Apoio")
(*1), para Jovens, ou Outros, Investigadores, p.e.


Disciplinas e Parcerias
Arquitectura; Engenharia(s) e... Outras
Parcerias Científicas de Projecto:
. Universidade de Aveiro [UA],
Departamento de Ambiente e Ordenamento; Departamento de Química; Departamento de Biologia;
. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro [UTAD],
Departamento Florestal; Departamento Geologia
. Direcção Geral dos Recursos Florestais, [Autoridade Florestal Nacional],
. Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade [ICN.B],
. Divisão de Planeamento da Câmara Municipal de Arouca [DP-CMA]
. Associação Geoparque de Arouca


Dono de Obra e Local
. Câmara Municipal de Arouca // Moldes; Arouca
Área de Intervenção (ai); Área de Implantação (ai); Área de Construção (ac)
. 1 300,mq . 500,mq . 850,mq
Valor da Obra (vo)
. € 1 000 000, (+ IVA) [s/ conteúdos]
Estado do Projecto & Obra
. Projecto; Aprovado // Projecto de Execução; Entregue e candidatado a apoios


Planta (Funções)

Planta (Piso 1)


Corte Transversal

Alçado Frontal


Alçado Posterior


Vista 1

Vista 2

Vista 3

Vista 4

Plano de Urbanização do Eixo Urbano, Escariz - Fermêdo

CV
atelier Pompílio Souto, L.da
Ficha de Projecto

Referência e Designação
P7-05
Plano de Urbanização do Eixo Urbano, Escariz – Fermêdo
-
Autoria e Conteúdo
. Autor: Pompílio Souto // co-autor; Carlos Santos
. Projecto de Plano de Urbanização, com dimensão estratégica e desenho do pormenor urbano, cujos

Objectivos são os que seguem:
og1 Suscitar a emergência de uma iniciativa que (...) contribuí, quer, (i.) para o estabelecimento da unidade territorial e temática correspondente ao eixo em causa, quer (ii.) para operacionalizar as parcerias institucionais (e outras) necessárias à respectiva criação, consolidação e gestão, na dependência dos órgãos autárquicos eleitos;
og2 Suscitar a criação de serviços de apoio (...) às actividades industriais existentes e a promover;
oe-1 Salvaguardar o essencial (...) da (i) paisagem e das (ii) actividades existentes, nomeadamente, as agrícolas, agro-pecuárias e florestais;
oe-2 Dinamizar o turismo e outras indústrias amigas do ambiente;
oe-3 Promover a nuclearização progressiva do povoamento e a emergência sustentada de lugares;
oe-4 Requalificar os núcleos urbanos existentes, desenvolver os núcleos urbanos novos (...) e estabelecer, construir ou requalificar as redes e os sistemas infraestruturais e de ligação entre núcleos necessários (...);
oe-5 Criação de processos de correcção de desigualdades decorrentes da nuclearização.


Disciplinas e Parcerias
Planeamento; Desenho Urbano; Arquitectura Urbana; Engenharia(s)
Parcerias de Projecto (constituídas por Proposta da Autoria do Plano):
Câmara Municipal de Arouca
Juntas de Freguesia de Escariz e Junta de Freguesia de Fermêdo
Associação Empresarial do Concelho de Arouca [AECA]
Centro Desportivo e Recreativo de S. Pedro de Nabais
Grupo Cultural os Amigos de Cacús
Associação Cultural e Recreativa de Fermêdo
Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermêdo e Mato
Grupo Desportivo de Mosteirô
Rancho Folclórico as Lavadeiras de Mosteirô
Agrupamento de Escolas de Escariz
Associação de Pais e Encarregados de Educação das Escola e Jardins-de-infância de Escariz
Associação de Agricultores do Concelho de Arouca
Associação Florestal de Entre Douro e Vouga

Dono de Obra e Local
. Câmara Municipal de Arouca // Moldes; Arouca
Área de Intervenção (ai); Área de Implantação (ai); Área de Construção (ac)
. 370,ha . .
Valor da Obra (vo)
. -
Estado do Projecto & Obra
. Ante-projecto; Aprovado // Projecto de Plano; Em curso
[20OUT09]
Estudo Prévio de Zonamento; Planta (em curso)

-

...e agora, alguns Projectos dos quais sou autor

...


e agora, meus Caros, o essencial de alguns Projectos dos quais sou Autor;




vou começar por vos mostrar os mais recentes e, quanto aos outros, logo se verá quando me voltará a ser possível publicá-los.




PompílioSouto
20OUT09




terça-feira, 19 de agosto de 2008

Educação, Cultura e Formação

– Que respostas em Aveiro?

1)
Em crónica anterior listava um conjunto de casos e de situações que, do meu ponto de vista, precisavam de ser discutidas, uma vez que seriam decisivas para tornar melhor esta cidade: Aveiro.

Uma das questões colocadas era "Como estruturar e viabilizar apostas e programas educativos, culturais e formativos com destinatários tão específicos, diversificados e numerosos quanto o são aqueles que temos".

2)
Suponho que esta é, de facto, uma coisa importante e decisiva para a nossa vida por aqui. Assim sendo, bom seria que outros também assim pensassem e que se dessem ao trabalho de considerar que isso merecia "resposta". Melhor seria, ainda, que, dentre esses, tivéssemos não apenas os Partidos, Candidaturas e Candidatos às Eleições que se avizinham, mas também, as Instituições, Entidades, Associações, Grupos e Cidadãos que (também) decidem, ou vivem, ou que (simplesmente) aceitam, assim dando azo, muitas vezes, a irrelevâncias, inconsequências, desperdícios e, quando não, a "oportunismos".

3)
Para que uma q.q. "resposta" possa fazer sentido, é preciso que se "conheça" e tenha em conta a "especificidade, diversidade e número" dos respectivos destinatários; é preciso, também, que tais respostas –, sejam "transversais", ou seja, que digam respeito – em conjunto (pelo menos e neste caso) –, à "educação", à "cultura" e à "formação"; e é preciso, finalmente, que – para serem úteis –, se diga quanto custam e como serão pagas.

4)
Quanto à indispensabilidade de "conhecimento dos destinatários", sublinhe-se, p.e. que a Região Centro – e não sei bem em que medida Aveiro dentro dela –, é agora, simultaneamente, uma das mais atrasadas do pais, mas aquela onde mais patentes são registadas.

Quanto à necessária "transversalidade das propostas", reconheça-se que precisamos, não apenas de um q.q. "Projecto Educativo" na Escola X, mais de um q.q. Programa no Teatro Aveirense, mais de um q.q. "Currículo na Escola do Centro de Formação Profissional de Aveiro": precisamos que tudo isso tenha a ver com tudo.

Quanto a calcular o "custo-benefício" da coisa; quem paga os respectivos saldos negativos (se ou houver); donde vem – de facto – o dinheirinho e o que é que deixará de se fazer por via disso, é decisivo que "mudemos de rumo" (como diria o militante poeta, tão mal seguido por quem hoje lhe invoca os passos).

5)
Obviamente que desta postura e "chatice" de "estabelecer e avaliar o custo-benefício" seja do que for que seja tido como "direitos", ficam desobrigados, quer o PCP, quer o BE, uma vez que, para o primeiro, quem tudo tem que pagar é o "estado" e para o segundo, quem o deve fazer são os "ricos".



(Crónica publicada no JN Norte, em 16JUL08)

Reclamar...

1)
Reclama-se. Protesta-se. Denuncia-se. Alarmam-se, não as consciências, mas "a metade má das almas": aquela onde moram a superstição e a ignorância, a suspeição e a inveja. Despreza-se o saber e ofende-se o conhecimento. O que é preciso, não é ouvir, nem estudar, nem, muito menos, reflectir, esclarecer e mobilizar; não, o que é preciso é arregimentar-se: arregimentar descontentamentos, frustrações, magotes de milhares, preferencialmente!

E assim se faz – e nós deixamos que assim se faça –, nos mais diferentes domínios e a propósito (ou a despropósito) dos mais diferentes casos e coisas.

Coisas e casos que, obviamente sempre radicam num "interesse e prorrogativa" que, mesmo que só uma vez alcançados, passam a constituir "os direitos" – inalienáveis e perenes – de quem os teve, mesmo que agora inaceitáveis – ou, até, incomportáveis – por todos os demais.

Bem pode o mundo mudar – serem outros, os fracos e as fraquezas; os competentes e as competências; os necessitados e as necessidades –, nada disso interessa: o caso, a coisa, a prorrogativa, o saber, a função, o cargo, a competência e o direito ao exercício de tudo isso estão muralhados por "os direitos" de quem chegou primeiro... Não é assim que é dito, mas é (quase sempre assim) que é reclamado, protestado e denunciado.

Dito isto..."regressemos à terra"; à nossa, p.e: Aveiro.

2)
Sejamos exigentes, a nosso respeito e a respeito da nossa cidade, p.e. Digam-me lá, então, o que é que cada um de vós fez, neste último ano, para a tornar melhor. Eu pelo meu lado, não fiz muito, de facto: para além doutras poucas coisas, o que mais fiz foram, sobretudo, "reclamações"!
Hoje – de baraço ao pescoço –, voluntario-me para discutir e com outros, "desenhar", algumas coisas que me parecem decisivas. As que seguem, por exemplo.
a)
Como estruturar e viabilizar apostas e programas educativos, culturais e formativos com destinatários tão específicos, diversificados e numerosos quanto o são aqueles que temos.
Como integrar, na vida duma cidade conservadora (como esta), alguns excessos e picos de presença da sua população (mais) juvenil (universitário e outra).
Como valorizar a relação do que fazemos e de como nos divertimos, com as especificidades deste sitio e lugar?
b)
Como dar sustentabilidade aos inúmeros equipamentos culturais e desportivos (*1) que temos por aqui (e mais todos os outros que se querem), considerando os públicos de que dispomos?
c)
Como fixar, na cidade, os jovens e os quadros, sem os apartar nem excluir outros? Como atrair, para o centro, (sobretudo) residência? Como viabilizar o comércio de proximidade, sem restringir outras ofertas apetecíveis?
d)
Como salvar (o que resta d)as Frentes de Ria, em Mataduços e Santiago? Que fazer com a Baixa das Barrocas; com a Av.ª Lourenço Peixinho, Ponte Praça e Canal Central; com o Quartel de Infantaria; com o Esteiro de S. Pedro?
e)
Que articulações e parcerias supra-municipais privilegiar? (i) "Aveiro & Ílhavo" ou "Aveiro & Estarreja & Albergaria & Ílhavo & Vagos", p.e. (ii) "Aveiro & Coimbra & Leiria" ou "Aveiro & Porto & Outros mais a norte, p.e.)



(*1), tal é o caso, p.e. de teatros, cinemas, centros culturais e de congressos, bibliotecas, pavilhões, estádios, campos de jogos, auditórios, centros de ciência, museus, galerias, casas (assim e assado, deste e daquele, pertencentes à rede x ou y) e mais os monumentos – locais, regionais e nacionais –, e muitos outros e outras de que agora não me estou a lembrar, peço desculpa...


(Crónica publicada no JN Norte, em 02JUL08)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Eixo Santiago _ Alboi - Ria



1)
Tenho, finalmente, a oportunidade de estar de acordo com a Câmara de Aveiro. Felicito-me, por poder felicitar uma sua Iniciativa e Projecto.
Ao que parece a Autarquia está a promover parcerias que visam requalificar o "Eixo Santiago, Alboi". Será uma operação comparticipável pelo "QREN". É um Projecto da maior importância para Cidade, desde que – com competência e coragem – se desenvolvam as vantagens e se afrontem interesses, ideias feitas e projectos assumidos, libertando espaços, convocando o necessário, dando oportunidade ao desenho e, porque não, azo ao sonho. Vejamos porquê.
2)
O "Eixo" em causa corresponde, do ponto de vista físico, ao Espaço não Edificado que se estende desde o "interior" do Bairro de Santiago, pelos Campos Mário Duarte, Parque D. Pedro V, Baixa de Santo António, Alboi e Ria. Tal espaço tem muito do melhor do que temos por aqui, mas tem, também, o menos bom e algumas coisas muito más; tratar destas "à pala" da valorização das primeiras é o primeiro grande repto aos "parceiros" do Projecto.
3)
De bom temos o desempenho urbanístico do espaço em causa: charneira física de vários troços e actividades tipicamente urbanos e singularmente aveirenses.
Temos, a nascente, o "interlande" rural e um bairro plurifamiliar urbano "novo" (Santiago), articulados por uma Linha de água (que quer ser um "canal"), com um bairro unifamiliar urbano "tradicional" (Alboi) e a Ria, a poente. Temos, a norte, a "cidade tradicional" (Glória) a norte e a dos serviços, "nova" (Universitária) a sul.
Trabalhar a "linha de água" (que gostaria de ser mais um "canal"), como uma nova entidade urbana, atractiva, diversificada e dinamizadora da vida urbana é um desígnio essencial.
4)
Mas, para a coisa assim ser não é fácil: é indispensável "coragem". Seria preciso, (i) deitar borda fora dois Planos de Pormenor (PP) e (ii) relativizar o "parecer" (*) de quem "mede a qualidade do ambiente apenas pelos metros de verde que o território oferece".
Assumo (para já) que o saber dos técnicos da Autarquia que melhor conheço – os ex-Alunos da Universidade de Aveiro – e as memórias do que fizeram, lhes permitam retomar o sentido das propostas então feitas – as da Ângela Fernandes, p.e., – que eram interessantes e, sobretudo, inspiradoras. Assumo, também, que o facto de, na Câmara e ligado a este projecto, estar António Soares – um ex-UA – não seja irrelevante. Por isso, tenhamos esperança.
5)
Os Planos de Pormenor a "abater" são o da Baixa de Santo António e o do Estádio Mário Duarte.
O primeiro, tendo sido feito para resolver um problema de cotas, (i) não resolveu a "insegurança passiva" no tardoz norte do Bairro Gulbenkian; (ii) desconsiderou as oportunidades suscitadas pelo Conservatório, pela Linha de água, pelo Parque, Alboi e Ria. Acresce que hoje dificulta a relação da Fábrica da Ciência, com a Cidade e com Região.
O outro Plano é o do Estádio Mário Duarte. Bem; que dizer? Talvez que só tenha sido feito para diminuir uma "dívida": a da Câmara para com os meus netos. De facto as respectivas virtualidades são (quase) nenhumas; os problemas gerados são muitos; as oportunidades que se perdem são enormes.
Restar-nos-á, apenas, esperar? Penso que não. Conquistemos os do "parecer"... e outros assim...
(*), de alguns residentes na Baixa de Santo António, pretendo obviar novas áreas de construção naquele sítio



(Crónica publicada no JN Norte, em 11JUN08)